Ariane Monticeli admite o uso de EPO

Pega no exame antidoping da prova Iroman 70.3 Buenos Aires, atleta decidir falar sobre o assunto

A WADA (Agência Mundial Anti-Doping) e a CBTri (Confederação Brasileira de Triathlon) ainda não se pronunciaram sobre o caso da atleta Ariane Montiaceli, que realizou ume exame na véspera da provaa Iroman 70.3 Buenos Aires, no dia 10 de março.

Após alguns dias de muitas especulações nas redes sociais, Ariane resolveu escrever uma carta ao site MundoTRI falando sobre o acontecimento. Informada na véspera da competição que estaria proibida de participar, a triatleta assumiu o uso da substância antes do seu julgamento pela WADA.

Na carta, ela fala o porquê resolveu fazer o uso da substância. “Em 2016 enfrentei inúmeros problemas. Problemas mecânicos no ironman Florianópolis, pé quebrado na largada do iroman de Zurick, falecimento da minha mãe, atropelamento 14 dias antes do Mundial em Kona no Hawaii. Foi um ano ruim, como um todo, e os resultados são reflexo disso”, escreveu.

Ariane também afirma que, por causa da cobrança dela mesma com os bons resultados e por medo de repetir mais um ano ruim, resolveu usar o EPO para a sua primeira competição do ano, na Argentina. “Não mudou em nada a minha performance. Não venci o meio aironman de Buenos Aires”.

Arrependida, ela afirma: “eu precisei passar por isso para vir aqui e falar que não é a vitória, não é o vencer uma prova que realmente importa. O que importa é todo o caminho para chegar lá”.

No final do texto, Ariane pede desculpas ao Triathlon nacional e mundial, para sua família e amigos, para a equipe técnica e os seus patrocinadores. Após o julgamento, ela pode ter que cumprir até quatro anos de suspensão.

 

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