Britânico quebra recorde mundial no Ironman Florianópolis

Tim Don finalizou a prova em 7h40min23

Foto: Fabio Falconi/Unlimited Sports.

Em dia de chuva e tempo nublado, o Ironman Florianópolis teve quebra de recorde mundial. O britânico Timothy Philip (Tim Don) finalizou a prova em 7h40min23, melhor marca da franquia Ironman entre os homens. O recorde anterior era de Lionel Sanders: 7h44min29, registrada no Arizona (EUA) em 2016. Suas parciais foram de 44min16 (3,8 km de natação), 4h06min56 (180 km de ciclismo) e 2h44min46 (42,2 km de corrida). “Quando eu vi o tempo não consegui acreditar. A gente nunca pensa que vai quebrar o recorde mundial. Eu sabia que estava bem, mas não esperava que o tempo fosse esse”.

O sul-africano Kyle Buckingham foi o segundo com 8h05min43. Igor Amorelli terminou em terceiro (8h06min58) e foi o melhor brasileiro. “O objetivo, claro, é sempre o lugar mais alto do pódio. Mas o terceiro lugar foi um bom resultado. Estou contente com a pontuação”, disse Amorelli, que com a classificação se garantiu mais uma vez no Mundial de Ironman em Kona, no Havaí, que acontecerá em outubro. Os brasileiros Reinaldo Colucci (8h10min04) e Thiago Vinhal (8h11min46) completaram as primeiras posições. Vinhal também já tem vaga em Kona.

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No feminino, a vencedora foi Susie Cheetham, que estabeleceu novo recorde do percurso entre as mulheres: 8h52. A segunda colocada foi a alemã Sonja Tajsich, que terminou a prova em 8h57min36. Haley Chura, que terminou em terceiro, era a mais rápida até o início da corrida, mas perdeu espaço para a britânica e a alemã nessa parte.

A brasileira Ariane Monticelli, campeã do Ironman Florianópolis em 2015, acabou não participando da prova. No começo do mês, ela sofreu um sério acidente quando estava pedalando e não conseguiu se recuperar a tempo. Ela chegou a fazer o check-in da bike no evento, mas largou. Em um post no Instagram, ela disse: “nadei no sábado e minha situação se agravou, tentei até o último momento largar, levei a bike até a transição mesmo com dor, mas foi uma batalha enorme, não dormi, não comi, a dor me venceu e toda minha equipe achou melhor que eu não largasse”.

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