Correndo na melhor idade

A ultramaratonista Tomiko Eguchi, de 66 anos, conta sobre sua relação com a corrida

Foto: divulgação/Desafio 28 Praias.

Por Thuany Coelho

A japonesa Tomiko Eguchi não descobriu a corrida logo cedo. Atualmente com 66 anos, ela começou no esporte apenas aos 52, por indicação médica, após ser diagnosticada com osteoporose. Mas logo se apaixonou pela corrida e, em menos de um ano, já virava maratonista ao correr os 42 km de Blumenau em 2003. Mais alguns anos e ela já estava partindo para sua primeira ultramaratona. “Comecei a fazer ultras, porque queria desafiar os meus próprios limites, queria ver até onde conseguia ir”.

E desde sua primeira prova do tipo em 2007, a vontade permanece a mesma. “Quero sempre ver onde posso chegar”, conta Tomiko, que veio para o Brasil aos 10 anos e mora em São Paulo atualmente. Sua próxima prova é o Desafio 28 Praias, que acontece no próximo sábado (6) no litoral norte de São Paulo. Tomiko, que vai correr os 42 km esse ano, já participou de duas edições do evento e acha que é uma boa opção até para quem não tem muita experiência. “É um trecho que amo, pois tem trilhas, praias, tudo em meio a natureza, o que curto demais”.

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E a rotina de Tomiko para se preparar para todos esses desafios é puxada. “Faço academia e pilates duas vezes por semana. Além disso, tenho um acompanhamento do meu professor Gustavo, da assessoria Teia Esporte, específico de corrida. Ele me passa um treino de força e de resistência que realizo na rua e outro que me orienta na academia. São exercícios específicos de corrida, principalmente para montanhas e longas distâncias”, explica. A corredora, claro, não esquece da importância do acompanhamento médico. “As provas são muito puxadas e é preciso estar bem de saúde, então me consulto periodicamente com o Dr. Nabil, cardiologista do lnstituto Dante Pazzanese”.

E a dica de Tomiko para quem quer começar a correr? “É simples, faça tudo por amor e goste do que faz. Assim, você acaba trocando o sofrimento por prazer. A corrida mudou a minha vida, não sei mais viver sem ela. Faz bem para o corpo e principalmente para a mente”.

Foto: divulgação/Desafio 28 Praias.
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