Corrida de montanha: o que a define e como se preparar

Modalidade cada vez mais popular apresenta desafios diferentes da corrida de asfalto

corrida de montanha
Foto: www.blogdescalada.com.br

Os desafios são diferentes: os pés não obedecem mais o ritmo do corpo, e sim do relevo, que pede mais ação nos joelhos, menos velocidade, uma inconstância que cansa mas que também encanta. De obstáculos não mais os buracos no asfalto, mas também troncos, terra irregular, as pedras que se estendem na subida íngreme. A corrida de montanha põe o corredor em contato com a natureza e com seus próprios limites.

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“Nas corridas de rua você muitas vezes já sabe o que vai fazer, o visual não tem nada novo, mas por outro lado é menos desgastante já que não temos obstáculos como galhos, pedra e lama. Na corrida de montanha, só de colocar a natureza como linha de largada ou chegada, temos surpresas incríveis e o cenário está sempre em mudança”, diz estudante Daniela Oliveira, de São Paulo.

Cada vez mais, corredores “de asfalto” migram para as trilhas em busca de novos desafios e chacoalhada na rotina, prova disso é o número cada vez maior de eventos do tipo, como as provas Campeonato Paulista de Corridas de Montanha e Arraial Race Corrida de Aventura.

O que é uma corrida de montanha

Mas você sabe o que uma prova precisa ter para se encaixar na categoria “corrida de montanha”? O treinador Fabiano Braun, diretor técnico da assessoria esportiva Floripa Runner’s, explica: “Corridas de montanha são realizadas fora do asfalto. Esses tipos de corrida ocorrem em diversos terrenos, geralmente trilhas ou estradas rurais que possuam muitas elevações ou distâncias variadas”. O portal CBAT ainda especifica que não mais que 20% da distância deve ser pavimentada e que os percursos devem ser feitos em volta marcada.

O treino para uma corrida do tipo

Segundo Fabiano Braun, a planilha de corrida de quem deseja migrar para as montanhas deve incluir treinos específicos em superfícies instáveis como a areia e em subidas. Em paralelo, é imprescindível investir em treinos de força, com exercícios em escadas e saltos, por exemplo. “Sempre oriento nossos alunos a realizar um trabalho global, não esquecendo a parte superior dos membros”, afirma.

Se você ficou convencido a se aventurar fora do asfalto, Fabiano dá 4 dicas preciosas:

1Procure um profissional de educação física especializado

2Faça fortalecimento muscular no mínimo duas vezes por semana

3Realize exercícios educativos para otimizar o gesto motor

4Faça um treino em algum tipo de terreno diferente do asfalto ao menos uma vez por semana

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