#365para42: Evolução Corporal

Por Cacá Filippini

Evolução corporal coluna Cacá Filippini
Transdisciplinaridade e trabalho diários com os Profissionais da On Body Evolution dão condições ao corpo de Cacá Filippini de completar a Maratona de Nova York sem risco de lesões e com saúde.

Em nosso último encontro, contei para vocês que após uma análise em meu DNA, descobri que o desafio de correr a Maratona iria além da lesão em meu joelho direito. Mas o que para alguns poderia ser um freio, para mim se tornou algo ainda mais motivador e me impulsionou a buscar soluções para o desenvolvimento das habilidades necessárias para a trajetória que havia escolhido percorrer. Ou seja, a minha evolução corporal.

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#365para42: evolução corporal

Evolução corporal coluna Cacá Filippini
Desde criança, Cacá Filippini se identifica e tem paixão por lutas – Arquivo pessoal

Desde criança, sempre estive inserida em algum esporte, fosse por vontade dos meus pais, fosse pelo meu querer. Em algumas modalidades, me senti um patinho fora da lagoa, como por exemplo no Ballet. E em outras me sentia totalmente inserida, como no caso das Lutas Marciais. Até aqui, nenhuma novidade — se novamente analisarmos minha genética.

Uma curiosidade que vale ser compartilhada nesse momento, antes de seguirmos adiante, é que especialistas em biologia afirmam que nossa tipagem sanguínea define a forma com a qual devemos nos alimentar. Mas como explicar então, que eu com sangue O negativo seja vegetariana e não carnívora, como diz a fórmula do meu perfil biológico?

Uma outra questão que também vale ser dita aqui é que meu filho mais novo sofreu uma hemorragia cerebral de grande dimensão minutos após seu nascimento. Com isso, tem uma paralisia cerebral significativa. O que de acordo com os médicos seria algo que o condenaria a viver em estado vegetativo. Diversas foram as terapias e estímulos nos primeiros anos de vida e muitos foram os resultados positivos diante de todo esse trabalho. Hoje meu filho anda, fala, corre e se desenvolve. Quase que ao mesmo modo que crianças que não tiveram qualquer questão neurológica pós-parto ou na primeira infância. E isso se explica com a neuroplasticidade, que traduzindo de forma muito simples, seria a condição que nosso cérebro tem de desenvolver habilidades em todas as áreas, se estimulado constantemente e da forma correta.

O que isso quer dizer?

Juntando essas informações, posso afirmar a vocês que nosso corpo é uma máquina de extrema potência. E pode ser ajustado á diferentes situações, desafios e objetivos. E seguindo esse raciocínio, por que não desafiar a minha genética e realizar o meu sonho?

Para fechar essas questões, não precisamos voltar muitos anos para nos depararmos com médicos que condenavam a corrida para pessoas não-atletas com mais de 40 anos. Isso sem mencionar uma maratona em si. Cenário totalmente diferente do de hoje, quando analisamos uma pesquisa americana sobre maratonas, encomendada pelo Marathon Guide. Ela mostra que o número de pessoas que concluíram provas de 42km no ano passado, aumentou em 8,1% em relação ao ano anterior.

Evolução corporal coluna Cacá Filippini
Ed Whitlock completou a Toronto Waterfront Marathon em 3 horas, 56 minutes e 34 segundo e se tornou a pessoa mais velha a fazer uma maratona em menos de 4 horas – Imagem de divulgação

Uma outra pesquisa traz um dado bem importante também. De acordo com o Mapa Global da Corrida Recreativa, “State of Running 2019”, que analisou 107,9 milhões de resultados de 70 mil eventos em 193 países diferentes de 1986 a 2018, revela um salto de 50,24% de mulheres inscritas em maratonas, com a média etária de 38,5 anos. Outro ponto referente à faixa etária dos corredores em geral é o aumento de adesão de pessoas entre 40 e 50 anos, que em 2017 bateu 24,7% e em 2018 chegou a 28,6%. Embora a pesquisa de 2019 ainda não esteja concluída, a expectativa é que esse número continue aumentando. Pois cada vez mais as pessoas inserem hábitos saudáveis em suas vidas. E a prática da atividade física já não é mais item de luxo, mas sim, estilo de vida.

Isso tudo posto, voltemos ao meu caso… Mulher, 40+ anos, não atleta, com histórico de lesões no joelho, inserida na rotina atribulada moderna. E com características genéticas não tão favoráveis para a prática da corrida de longa distância…. Desistir ou persistir?

Como eu tenho investido na minha evolução corporal

Evolução corporal coluna Cacá Filippini
Dr. Nemi Sabeh Jr., é o médico responsável pela preparação de Cacá Filippini no Centro de Evolução Corporal, On Body Evolution em SP – Arquivo Pessoal

Eu diria que a resposta correta é EVOLUIR!

E é o caminho da evolução corporal que tenho percorrido desde novembro de 2019, quando iniciei os trabalhos na ON Body Evolution  com o ortopedista e sócio fundador Dr. Nemi Sabeh Jr., que também é o médico responsável pela Seleção Brasileira de Futebol Feminino há mais de 10 anos. E hoje, responsável médico pelo #365para42.

O conceito do Centro, idealizado por Dr. Nemi, é trazer uma interação mútua de todas as oito áreas de trabalho oferecidas, chamada de transdisciplinaridade. Elas são: medicina, nutrição, fisioterapia, ioga, pilates, preparação física e levantamento de peso olímpico. O objetivo de cada uma delas é trazer ao associado, essencialmente, a habilitação, performance e a reabilitação com o grande diferencial de oferecer tudo que envolva o cuidado com a mente e o corpo, melhorando a saúde e, principalmente, a longevidade e a qualidade de vida. O Centro usa da mesma metodologia de um esportista. E vai além do preparo para, por exemplo, correr uma maratona — como no meu caso — ou tornar-se uma atleta de fim de semana, como caso de muitos corredores adeptos às provas de rua.

Foi exatamente essa proposta que trouxe as soluções que eu buscava e a conversão do “você não pode” para “vamos evoluir para que você tenha condições de assim fazer”.

E como o assunto é extenso e envolve profissionais e diferentes expertises, em nossos próximos encontros contarei em detalhes cada etapa. Foi cada uma delas que me tirou da dor, me levou às primeiras corridas. E até mesmo às quebras sequenciais de recordes pessoais nos 10k nos últimos 4 meses.

Então, vejo vocês na próxima semana, há 7 meses e alguns dias de completar os #365para42.

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