Islandesa completa 400 km em menos de 100 horas

Por Jordan Smith, da Runner's World

Irlandesa completa 400 km em menos de 100 horas

Elísabet Margeirsdóttir, uma ultramaratonista e professora de nutrição de 33 anos da Universidade da Islândia, fez história recentemente. Ela tornou-se a primeira mulher a completar a Ultra Gobi, realizada no Dserto de Gobi, na China, 400 km em menos de 100 horas.

A ultramaratonista terminou o percurso em 97 horas e 11 minutos e chegou em sétimo lugar. Liang Jing, da China, foi o vencedor geral com um tempo de 85:46:43. A também chinesa Xing Ruling foi a segunda colocada no feminino, chegando quase 20 horas depois de Margeirsdóttir, em 116:16:50.

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Margeirsdóttir vem competindo em ultras desde 2009. Ela partiu com o objetivo de completar a corrida autonavegada de 400K em quatro dias, entre 96 e 100 horas.

Ao começar a prova, ela confessa que pensou não ser capaz de terminar em 100 horas porque o percurso era brutal. E assim conseguiu os 400 km em menos de 100 horas. “Você define uma meta e sabe que é um pouco irrealista. Mas foi uma meta de sonho para mim”, disse ela. “Terminar neste tempo ainda é bastante irreal.”

Desafio dos 400 km em menos de 100 horas

Antes, para se preparar para a corrida, Margeirsdóttir fortaleceu a parte superior do corpo. Isso porque sua mochila para esta prova era mais pesada do que ela estava acostumada.  O treino não ganhou volume, comparado aos que ela já fazia para provas longas, porém ela optou por treinar com um peso em sua mochila para se acostumar a correr com as pernas cansadas.

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Embora as coisas não tenham saído como planejado, Margeirsdóttir foi capaz de permanecer no ritmo almejado. A atleta queria passar o pico mais alto (quase 4.000m acima do nível do mar) na metade da luz do dia, mas em vez disso teve que navegar durante a noite. Ela disse que a navegação pode ser complicada. E isso, somado às baixas temperaturas durante a noite, é algo realmente desafiador. Ao longo do percurso, os corredores tiveram que cruzar rios fortes, e Margeirsdóttir teve que passar por um deles durante a noite, o que fez com que seus tênis, água e lanches fossem congelados.

Por fim, Margeirsdóttir disse que descansou por apenas quatro horas durante toda a corrida. Assim, ela dormiu apenas o suficiente para evitar as alucinações que as pessoas podem experimentar durante longas corridas. “Se você acredita em si mesmo e confia no que está fazendo, isso faz muita diferença. Além disso, a antecipação e excitação para terminar o mantém na prova”, disse ela.

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