Bactéria do intestino pode melhorar performance

Redação Runner's World Brasil

Foto: Shutterstock

Quem não quer correr mais, melhor e mais rápido? Segundo o The Guardian, cientistas descobriram bactérias que podem ajudar na busca por performance. E o melhor? Algumas espécies de bactérias no intestino parecem ser mais abundantes em corredores de maratona depois de uma corrida. E, de acordo com os pesquisadores, camundongos mostraram melhor desempenho quando tiveram essas bactérias em seus organismos.

Segundo os pesquisadores, isso pode estar relacionado à maneira como essas bactérias destroem o lactato, substância ligada à fadiga durante o exercício. O lactato é criado quando o corpo usa glicose para produzir energia sob níveis limitados de oxigênio.

“Nós mostramos que o microbioma pode ser um componente crítico do desempenho físico”, escreveram os autores.

No entanto, outros disseram que ainda é cedo para dizer se essas bactérias realmente ajudariam o desempenho em humanos.

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Segundo George Church, professor da Universidade de Harvard, coautor do estudo, serão realizados testes clínicos em humanos, mas isso poderá resultar em algumas dificuldades, segundo ele. “Se os efeitos de aumento de desempenho forem encontrados, isso poderia criar questões difíceis sobre como regular o uso de micróbios pelos atletas ou as substâncias que eles produzem.”

Embora estudos anteriores tenham sugerido que os atletas podem mostrar diferenças na composição de micróbios em seu intestino – o microbioma intestinal – em comparação com os não-atletas, o impacto dessas diferenças não está claro.

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Bactérias e melhora da performance

Para o estudo, os pesquisados analisaram amostras diárias de fezes de 15 atletas que participaram da maratona de Boston e 10 pessoas que não eram atletas e que não fizeram a prova. Os atletas deram amostras de fezes na semana anterior à corrida e na semana seguinte à maratona.

A equipe descobriu que as bactérias Veillonella eram mais abundantes nos atletas depois de terem concluído a prova. Embora, em geral, houvesse pouca diferença na média de quantidade entre atletas e não-atletas.

Para saber se Veillonella estaria relacionada à melhora da performance, a equipe fez testes com ratos. No total, 16 receberam Veillonella e 16 receberam bactérias que não conseguiram decompor o lactato. Horas depois, os ratos foram colocados em uma roda de exercícios para que pudessem correr até ficarem cansados.

Eles observaram que os camundongos que receberam a Veillonella correram em média 13% a mais do que os demais. Outros testes mostraram que estes ratos também tinham níveis mais baixos de marcadores para inflamação.

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Se a bactéria for realmente capaz de aumentar o desempenho em humanos, especialistas disseram que isso poderia abrir a porta para uma nova maneira de melhorar a capacidade esportiva. Mas ainda é preciso aguardar.

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