Brasil encerra Mundial com campanha histórica

Por Redação Runner's World Brasil

Brasil no Mundial de Doha faz sua segunda melhor campanha da história
Foto: Reprodução Instagram / @atletismo.brasil

No domingo (6), chegou ao fim o 16° Campeonato Mundial de Atletismo e o Brasil se despediu da competição com a sua segunda melhor campanha da história. Este ano, em Doha, foram 25 pontos. Ficando atrás apenas do Mundial de Sevilha, em 1999, com 26. 

“Faltou apenas uma medalha para ser brilhante”, disse o presidente do Conselho de Administração da Confederação Brasileira de Atletismo, Warlindo Carneiro da Silva Filho, ao portal da CBAt. “De fato, tivemos resultados excepcionais e batemos na trave. Mostramos evolução e que estamos no caminho certo para os Jogos de Tóquio-2020.”

Brasil no Mundial de Doha: sexta-feira (4)

Na sexta-feira (4), Caio Bonfim participou da marcha atlética 20 km e terminou a prova em 13° com um tempo de 1h31min32. Caio, que foi bronze no Mundial de Londres em 2017, disse que estava bem preparado para as duras condições climáticas da noite de sexta. Mas foi prejudicado por uma parada de dois minutos, que precisou realizar após tomar três punições da arbitragem.

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O ouro ficou com o japonês Toshikazu Yamanish, que liderou a partir do km 8 e até o fim, com 1h26min34. A prata foi para o russo Vasiliy Mizinov, com 1h26min49; e o bronze pelo sueco Perseus Karlström, com 1h27min00. Moacir Zimmerman, outro brasileiro que também fez a prova, ficou em 39° com 1h44min16. Ele também teve que cumprir uma parada de dois minutos. 

Brasil no Mundial de Doha: sábado (5)

No sábado (5), quem abriu a participação brasileira no evento foi Darlan Romani, do arremesso de peso. Em uma das disputas mais difíceis da modalidade, Darlan teve um ótimo desempenho, mas não garantiu uma medalha. Ele arremessou 21m61, 22m53, 22m03, 22m13 e queimou as duas últimas tentativas. Com o resultado, o brasileiro ficou em 4° lugar na competição.  

O norte-americano Joe Kovacs ficou com a medalha de ouro, com a incrível marca de 22m91, um recorde do campeonato. Rayn Crouse ganhou a medalha de prata, com 22m90, sua melhor marca pessoal. E Tomas Walsh, da Nova Zelândia, levou o bronze, com 22m90 m. 

Depois, foi a vez do revezamento 4×100 masculino. A equipe formada por Rodrigo Nascimento, Vitor Hugo dos Santos, Derick de Souza e Paulo André Camilo de Oliveira quebrou mais uma vez o recorde sul-americano (feito que os atletas já haviam conseguido na qualificação de sexta-feira) com um tempo de 37s72. E ainda conseguiu uma vaga para Tóquio 2020. Mas também ficou em quarto lugar e não garantiu medalha. 

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A medalha de ouro ficou com os Estados Unidos, em 37s10, o melhor tempo do ano e a segunda melhor marca do mundo de todos os tempos. A prata foi para a Grã-Bretanha (37s36) e o bronze para o Japão (34s43). 

Paulo de Paula, Vagner Noronha e Wellington Bezerra (Cipó) foram os três brasileiros que fizeram a maratona no Mundial. Melhor colocado do trio, Paulo de Paula ficou em 19° lugar com o tempo de 2h15min09. Cipó fez 2h21min49 e Vagner 2h26min11. Eliane Martins, a última brasileira a competir no dia (salto em distância), não se classificou para a final. 

Finalistas do Brasil no Campeonato

  • 4º: Erica de Sena, 20 km de marcha atlética; Darlan Romani, arremesso do peso; e Revezamento 4×100 m masculino (com recorde sul-americano);
  • 5º: Thiago Braz, salto com vara;
  • 6º: Fernanda Borges, lançamento do disco;
  • 7º: Alisson Santos, 400 m com barreiras (com recorde sul-americano sub-20);
  • 8º: Revezamento 4×400 m misto;
  • 10º: Augusto Dutra, salto com vara;
  • 12º: Almir Cunha, salto triplo.

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