Treinar para primeira maratona reduz idade arterial

Por Redação Runner’s World Brasil

Correr reduz a idade arterial em até 4 anos, aponta estudo
Foto: Shutterstock

Recentemente, mais um motivo para você treinar para a sua primeira maratona em 2020 foi descoberto pela ciência: correr reduz a idade arterial em até quatro anos, concluiu uma nova pesquisa da Barts and University College London.

Planilha de caminhada e corrida para inciantes

Como começar a correr? 26 dicas de profissionais

Correr está nas metas de 2020? Esta planilha vai te ajudar!

Para chegar à conclusão, 138 corredores iniciantes foram treinados durante seis meses para participar da Maratona de Londres. A saúde cardiovascular de cada um foi monitorada pré e pós-prova. Os pesquisadores então perceberam que depois de completar o percurso pela primeira vez (com um tempo médio entre 4h30 e 5h30), a pressão sanguínea dos corredores foi reduzida na mesma proporção na qual seria se eles estivessem utilizando medicamentos.

Além disso, suas artérias também recuperaram uma certa elasticidade, o que reduz riscos de AVCs e infartos. 

Correr reduz a idade arterial. Mas o que isso significa?

De acordo com o educador físico Gustavo Gonçalves Cardozo, especialista em ciência do exercício e Diretor Técnico do Espaço Stella Torreão, no Rio de Janeiro, a idade arterial diz respeito à densidade de cálcio que temos em nossas artérias. “Em linhas gerais, quanto mais cálcio nelas, maior é a idade arterial”, explica. 

Ou seja: você pode, por exemplo, ter 50 anos, mas artérias parecidas com alguém de 60 ou até mais. E quanto maior esse número, maior é o risco coronário estimado — possibilidade do aparecimento de problemas cardiovasculares e até ataques cardíacos. 

Portanto, se você ainda tinha alguma dúvida sobre começar a correr ou se preparar para seus primeiros 42K, já pode tomar a decisão. “Estudos demonstram que a corrida, quando realizada com regularidade, gera efeitos cardioprotetores. Por ser um exercício intenso, com efeito crônico, pode prevenir infarto agudo do miocárdio em situações cotidianas”, complementa Gustavo. 

Há riscos em correr para o coração?

A verdade é que se formos comparar o número de corredores saudáveis com aqueles que já tiveram algum problema ao praticar o esporte, vamos perceber que a prevalência de eventos cardiovasculares é bem reduzida. Contudo, tudo deve ser feito com moderação, é claro. “A corrida pode elevar o metabolismo em até 20 vezes mais do que em situação de repouso. E alterar diversos mecanismos de manutenção, como frequência cardíaca e pressão arterial”, diz o educador físico. 

Então, é preciso levar em conta alguns fatores antes de aumentar o nosso volume de treinos. Gustavo explica que, antes de tudo, o corredor deve estar apto para treinar sem provocar complicações mais graves nos músculos, articulações e metabolismo. Por isso, um check up com especialistas para cada situação (médicos, profissionais de educação física e cardiologistas) deve ser feito.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here