Estudo explica por que alimentos processados engordam

Por Jordan Smith, da Runner's World

alimentos processados
Foto: Shutterstock

Uma tendência de bem-estar bastante conhecida é eliminar o consumo de alimentos processador e investir em opções saudáveis e naturais para ajudar na perda de peso. A relação entre alimentos processados e obesidade é bem clara, mas o que realmente causa esse ganho de peso ainda não está claro.

Mas um grupo de pesquisadores resolveu entender essa situação. Eles realizaram um estudo controlado sobre a ingestão calórica e o ganho de peso em dietas processadas e não processadas que foi publicado no Cell Metabolism.

Para a pesquisa, 20 pessoas foram dividas em dois grupos. O primeiro grupo ingeriu uma dieta não processada de três refeições por dia e lanches que foram fornecidos a eles por duas semanas. O segundo grupo, por sua vez, comeu alimentos processados pelo mesmo período de tempo. Após essas duas semanas, os participantes mudaram e comeram a dieta oposta por mais duas semanas.

Nesse tempo, os pesquisadores instruíram os participantes a comerem o mínimo ou o máximo possível em cada refeição que desejassem.

No final do estudo, eles observaram que as pessoas comiam mais se as refeições fossem ultraprocessadas. Esse diferença significou aproximadamente 500 calorias a mais por dia.

Na dieta com alimentos processados, eles consumiram 54 vezes mais açúcar adicionado e quase o dobre de gordura saturada, em relação a outra dieta.

As calorias adicionadas na dieta processada contribuíram para um ganho de peso de 1 kg ao longo das duas semanas. Além disso, a massa de gordura corporal aumentou em quase 500 gm durante a dieta ultraprocessada.

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Por que comemos mais alimentos processados?

Os pesquisadores sugerem que as pessoas tendem a comer mais rápido as refeições ultraprocessadas, o que faz com que a gente coma mais. Eles descobriram que as diferenças na ingestão de calorias não estavam associadas a diferenças relatadas no apetite, sabor do alimento ou familiaridade com uma dieta.

“É possível que os alimentos ultraprocessados ​​sejam mais fáceis de mastigar e engolir. Isso pode atrasar os sinais de saciedade”, afirmou o autor do estudo Kevin Hall à Runner’s World.

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Algumas considerações

Vale pontuar que os alimentos processados fornecidos no estudo custaram menos do que as refeições não processadas. Foram US$ 106 contra US$ 151, respectivamente, por semana. Algo em torno de R$ 430 e R$ 612, nessa ordem. Isso apoia a questão do custo que muitas pessoas dão ao justificar sua escolha por alimentos prontos.

Existe ainda o fator conveniência. Neste estudo, todas as refeições foram preparadas e servidas aos participantes. Dessa forma, eles não precisaram investir tempo no preparo de seus alimentos. No entanto, no mundo real, não funciona bem assim.

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Pouco a pouco

Dinheiro e tempo podem ser questões relevantes mas não precisam te prender a uma vida de processados. Dedicar tempo para preparar o seu café da manhã ou, ao menos, uma outra refeição já é um passo para reduzir o consumo de alimentos prontos.

Se o principal problema for a falta de tempo, procure por alimentos não processados ​​que sejam mais práticos. Que tal um frango assado desses de padaria com alguns legumes?

Pequenos passos vão fazer bem para a sua saúde e te ajudarão a mudar de hábitos sem traumas.

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