O excesso de gordura abdominal pode realmente deixar o seu cérebro menor?

Por Elizabeth Millard, da Runner's World US

excesso de gordura abdominal
Foto: Shutterstock

Os riscos para a saúde da gordura da barriga não são novos. Muita gordura na circunferência abdominal tem sido associada a tudo, desde doenças cardíacas a certos tipos de câncer. Agora, uma pesquisa também descobriu que a o excesso de gordura abdominal pode afetar o cérebro poderia colocar você em maior risco de encolher o cérebro – potencialmente levando a problemas cognitivos no futuro, sugere um novo estudo.

Excesso de gordura abdominal pode afetar o cérebro

Uma pesquisa publicada na Neurology analisou se a obesidade – definida pelo índice de massa corporal (IMC) e pela relação cintura-quadril – afetava a quantidade de matéria cerebral branca e cinzenta, bem como o volume geral, em várias partes do cérebro.

Pesquisadores analisaram medições físicas, pesquisas de saúde e resultados de ressonância magnética de cerca de 10.000 pessoas com idade média de 55 anos. Eles descobriram que, mesmo ajustando fatores que podem afetar o volume cerebral – pense em idade, tabagismo, níveis de exercício e pressão alta – aqueles com IMC elevado e uma alta relação cintura-quadril tiveram o menor volume de massa cinzenta.

Em comparação, aqueles com um IMC elevado, mas com uma relação cintura-quadril normal, tinham mais volume cerebral, mas ainda não tanto quanto aqueles com um IMC normal e uma relação cintura-quadril normal.

De acordo com o principal autor do estudo, Mark Hamer, Ph.D., da Universidade de Loughborough, na Inglaterra, isso significa que aqueles com mais gordura da barriga tendem a ter o menor volume cerebral.

Hamer disse à Runner’s World que a razão pode ser porque o meio tem mais tecido adiposo, que produz citocinas. Essas são pequenas proteínas envolvidas na sinalização celular e resposta imune. Quando você recebe muitas “citocinas inflamatórias”, elas podem ter um efeito prejudicial em vários tipos de neurotransmissores. E isso pode diminuir o volume do cérebro.

Quando isso acontece, você pode estar colocando em risco os processos cognitivos. “Pesquisas anteriores sugerem que há uma forte ligação entre a atrofia da matéria cinzenta e a perda de memória. Assim como a maior incidência de demência”, afirma Hamer.

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Então, posso gastar esse peso extra para ter um cérebro maior?

Infelizmente, essa associação direta ainda não foi comprovada, segundo Hamer. Mas há definitivamente evidências de que o exercício físico pode melhorar a saúde do cérebro em geral.

Em parte, isso ocorre porque as pessoas que se exercitam regularmente também tendem a ter melhores hábitos de saúde que deixam o cérebro melhor. Elas, por exemplo, não fumam, consomem álcool de maneira moderada e têm uma dieta saudável.

“Manter um peso saudável está ligado a importantes benefícios, e isso inclui a saúde do cérebro”, disse Hamer.

Portanto, continue com suas corridas regulares, além de uma dieta saudável e balanceada para manter seu peso sob controle. Seu cérebro e seu corpo vão agradecer.

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