Jovens entram com ação para vetar atletas trans nos EUA

Por Redação RW Brasil

Atletas transgêneros
Foto: Pat Eaton-Robb/AP

Famílias de três corredoras do ensino médio entraram com uma ação federal na quarta-feira (12) tentando impedir que atletas transgêneros em Connecticut, Estados Unidos, participem da modalidade feminina.

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Selina Soule, que está no último ano do ensino médio em Glastonbury; Chelsea Mitchell, que cursa o último ano do ensino médio em Canton; e Alanna Smith, do segundo ano do ensino médio em Danbury, são parte de uma organização conservadora sem fins lucrativos denominada Alliance Defending Freedom. Elas argumentam que permitir que atletas trans compitam as privou de títulos e oportunidades de bolsas de estudo.

“Mental e fisicamente, sabemos o resultado antes mesmo da corrida começar”, disse Alanna Smith ao The Guardian. Ela é filha do ex-jogador de futebol americano Lee Smith. “Essa injustiça biológica não desaparece por causa da identidade de gênero. Todas as meninas merecem a chance de competir em igualdade de condições.”

Por que elas resolveram entrar com um processo que veta atletas transgêneros

A ação federal em si é concentrada em dois casos específicos de velocistas trans — Terry Miller e Andraya Yearwood, consideradas promessas na modalidade.

Andraya cursa o último ano do ensino médio em Cromwell. Já Terry está no último ano em Bloomfield. Ambas já emitiram declarações defendendo o direito de competir em categorias femininas.

“Eu enfrentei discriminação em todos os aspectos da minha vida. E não quero mais ficar em silêncio”, disse Terry. “Eu sou uma garota e uma corredora. Participo do atletismo, assim como meus colegas, para me destacar, encontrar amigos e dar um significado à minha vida. É injusto e doloroso que minhas vitórias tenham que ser atacadas e meu trabalho duro ignorado.”

Andraya disse que ficou magoada com os esforços para “derrubar meus sucessos”.

“Eu nunca vou parar de ser eu!”, disse em sua declaração. “Eu nunca vou parar de correr! Espero que a próxima geração de atletas transgêneros não precise lutar contra as lutas que tenho. Espero que possam ser parabenizadas quando tiverem sucesso, não demonizadas.”

O processo foi movido contra a  Connecticut Association of Schools-Connecticut Interscholastic Athletic Conference (Associação Atlética Interescolar de Connecticut, em tradução livre) e contra  os conselhos de educação de Bloomfield, Cromwell, Glastonbury, Canton e Danbury.

O que acontecerá agora

A associação processada diz que sua política segue uma lei antidiscriminação estadual que diz que os estudantes devem ser tratados na escola pelo gênero com o qual se identificam. E que o órgão acredita que a política é “apropriada tanto pelas leis estaduais quanto federais. ”

A American Civil Liberties Union (União Americana das Liberdades Civis) disse que vai defender as adolescentes trans e a política de Connecticut em tribunal. O advogado Chase Strangio, vice-diretor de direitos trans do grupo, afirmou que as meninas são protegidas pela lei.

Connecticut é um dos 17 estados americanos que permitem que atletas transgêneros no ensino médio compitam sem restrições desde 2019. Oito estados têm restrições que dificultam a atuação dos mesmos, exigindo que eles participem de categorias com o mesmo sexo que consta em suas certidões de nascimento.

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