Mulher com paralisia faz maratona com exoesqueleto

Por Redação Runner's World Brasil

Mulher com paralisia completa maratona usando exoesqueleto
Foto: Reprodução Instagram / @rewalk_robotics

Pode até parecer uma notícia do futuro, mas não é: uma mulher com paralisia completa maratona sem a ajuda da cadeira de rodas. A sargenta aposentada Theresa Vereline, de 65 anos, fez os 42 quilômetros durante a última Maratona de Nova York, que aconteceu no dia 3 de novembro deste ano. E entrou para a história ao se tornar a primeira veterana no mundo a correr com a tecnologia. 

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“Palavras não podem expressar os sentimentos que tive cruzando a linha de chegada”, disse a norte-americana em um comunicado à imprensa. “Este foi um sonho realizado, e espero poder servir de inspiração para outras pessoas, para que elas também consigam o que parece impossível. Especialmente todas as crianças com deficiência do país”.

Mulher com paralisia completa maratona: como ela conseguiu

Theresa dividiu a prova em três partes, e fez cada uma delas em um dia diferente. Sob a supervisão da New York Road Runners, instituição que organiza a Maratona de NY, ela fez os primeiros 16 quilômetros no dia 1º de novembro. Depois, completou mais 16km no dia seguinte. E durante o terceiro dia, correu os 10 restantes, cruzando a linha de chegada às 18h35 de lá (20h35 do horário de Brasília). 

A mulher, que ficou paralisada desde 2011, foi a primeira veterana de guerra a receber um exoesqueleto do governo americano depois da aprovação de uma política nacional por parte do Departamento de Assuntos de Veteranos dos EUA. De acordo com o órgão, todos os funcionários aposentados que são qualificados podem receber o dispositivo. Desde então, Theresa viaja pelo mundo para falar sobre o impacto que o exoesqueleto teve em sua vida e saúde. 

O que é um exoesqueleto

O modelo usado pela ex-sargenta é chamado ReWalk 5.0. Ele foi projetado especialmente para ajudar os paraplégicos a se movimentarem — com a ajuda de muletas para garantir o equilíbrio. Alimentado por sistemas de pequenos motores elétricos e feito por um material altamente resistente, o dispositivo realiza movimentos humanos e auxilia aqueles que sofreram lesões irreversíveis na coluna vertebral. Já outros modelos podem substituir membros perdidos, como mãos e braços.

A tecnologia é atualmente alvo de muitas pesquisas, estudos e inovações. Foi por isso que Theresa adotou a missão de levar o conhecimento sobre o exoesqueleto para o mundo. “Estamos incrivelmente orgulhosos dela. Sua conquista na Maratona e seus esforços para ajudar outras pessoas com deficiência são inspirações para todos nós”, disse Andy CNan, vice-presidente de marketing da ReWalk, ao portal CNET.