Nike cancela venda de tênis após acusação de racismo

Thieny Molthini, da Runner's World Brasil

Foto: Reprodução

A Nike cancelou a venda de uma versão especial do modelo Air Max após acusação de racismos, nos Estados Unidos.

O modelo Air Max 1 Quick Strike Fourth of July continha a versão “Besty Ross” da bandeira norte-americana, usada no final do século XVIII. Segundo a BBC, a bandeira – com um círculo de 13 estrelas representando as primeiras colônias dos EUA – foi criada durante a Revolução Americana e posteriormente adotada pelo Partido Nazista Americano.

“A Nike tomou a decisão de suspender a distribuição do Air Max 1 Quick Strike Fourth of July com base na preocupação de que ele poderia, sem intenção, ofender e desvirtuar o feriado patriótico do país”, disse a Nike em comunicado à CNN Business. “A Nike se orgulha de sua herança americana.”

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Anteriormente, o Wall Street Journal informou que a Nike entregou os tênis aos varejistas, mas pediu às lojas para devolvê-los à Nike depois que a empresa recebeu uma queixa do ex-astro da NFL Colin Kaepernick.

Nike cancela venda de tênis após acusação de racismo

Ex-jogador da NFL foi o “rosto” do 30° aniversário da campanha “Just Do It”. Foto: Reprodução/Twitter/Colin Kaepernick

Kaepernick – que no ano passado foi o rosto da propaganda da marca – teria dito à Nike que achou a bandeira ofensiva por causa de sua conexão com a era da escravidão.

No Twitter, Doug Ducey, governador do estado do Arizona, também mostrou descontentamento com a iniciativa da marca. “As palavras não podem expressar minha decepção com essa decisão terrível. Estou envergonhado pela Nike.”

Mais tarde, seu gabinete informou a retirada de uma doação de US$ 1 milhão que havia sido feita à Nike. O valor seria utilizado para a construção de uma nova fábrica na região, que deveria gerar cerca de 500 empregos.

“A economia do Arizona está indo muito bem sem a Nike. Não precisamos engolir empresas que conscientemente denigram a história de nossa nação” afirmou o político na rede social.

A Nike, por sua vez, disse em um comunicado que continua comprometida em fazer “um investimento significativo em um centro de fabricação adicional que criará 500 novos empregos”. Contudo, sem fazer menção ao estado.

 

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