Afinal, o que causa lesão: volume ou intensidade?

Por Redação Runner's World Brasil

o que causa lesão
Foto: Shutterstock

Aumentar o volume ou apostar na intensidade sem uma devida orientação pode atrapalhar a sua evolução na corrida. Mas, afinal, o que causa lesão: volume ou intensidade dos seus treinos?

Tempos melhores, maiores distâncias, perda de peso, ganho de saúde. Esses são objetivos comuns entre corredores. Mas, com certa frequência, metas são interrompidas por uma lesão no meio do caminho, sobretudo entre os corredores amadores.

“O grande fator gerador de lesões é o erro na dosagem de carga. Não apenas intensidade, como também volume”, explica Ricardo Hirsch, diretor técnico da assessoria de corrida Personal Life, que conversou com a Runner’s World Brasil.

O que causa lesão: volume ou intensidade?

Na verdade a soma dos dois. O segredo é ter sempre em mente o equilíbrio. Mesmo o volume pode resultar em lesão pelo desgaste que gera. “Por isso a gente não faz um treino mais longo que 34 km quando se prepara para uma maratona”, exemplifica.

Todos devem ter atenção à prescrição de carga correta, mas, em especial, os corredores amadores. Isso porque a ideia de evolução está, muitas vezes, ligada aos números.

“Amadores querem correr melhor e mais rápido e pensam que, para isso, têm que fazer tiros dando o seu máximo. Quando, na realidade, é esse 100% que acaba lesionando.”

A ideia aqui é correr bem, mas não se desgastar. Chegue a 70% ou 75% do seu melhor e deixe os 100% para a hora da corrida. Se você chegar ao seu máximo em todos os treinos, acabará se lesionando e ainda não terá energia física nem força mental para dar 100% no dia da prova.

Pense em duas provas, uma de 10 km e outra de 42 km. Nas duas você dá o seu máximo, o seu melhor ritmo. Na primeira você leva aproximadamente 40 minutos e na segunda cerca de três horas para cruzar a linha de chegada. Depois de qual delas você sentirá mais desconforto e dores? “As dores dos 10 km são proporcionalmente piores. A maratona te “dói” pelo tempo. Os 10 km machucam pela intensidade que você coloca.”

Ou seja, a grande questão é ter orientação para dosar a carga de treino. Mas podemos dizer que a intensidade é mais perigosa. Isso porque os corredores amadores ficam mais tentados a acelerar demais e com muita frequência do que fazer grandes saltos no volume.

“O volume sozinho é menos traumático, mas ele somado à alta intensidade virá uma dupla explosiva”, salienta Hirsch.

Fisioterapeuta e sócio da Insport, Rodrigo Iglesias ressalta que não é apenas volume ou somente a intensidade que geram lesões. “Se você somar a tudo isso outras variáveis, como falta de descanso, tipo de solo, modelo de calçados e deficit no trabalho de força, por exemplo, chegamos ao que gera, provavelmente, grande parte das lesões.”

 

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