Saiba por que você exagera no café e na cerveja

Por Jordan Smith, da Runner's World US

por que bebe muita cerveja
Foto:Shutterstock

O café abastece sua corrida e a cerveja te espera no fim da noite? Se sim, já parou para pensar por que a preferência por essas bebidas? Talvez não tenha qualquer relação com o sabor delas, como elas fazem você se sentir.

Tudo isso pode estar relacionado à genética. Mas não com a forma como você percebe o gosto da bebida. Segundo um estudo da Human Molecular Genetics, há uma ligação entre a genética e as propriedades psicoativas das bebidas (a maneira como as bebidas fazem você se sentir).

No estudo, as bebidas foram agrupadas em sabor amargo e sabor doce. Então, mais de 330 mil pessoas no Reino Unido relatam seu consumo de bebidas em vários períodos de 24 horas. Em seguida, eles estudaram seus genes para ver se havia ligação entre eles e a preferência por determinado tipo de bebida.

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Por que você pode estar exagerando no café e na cerveja?

Os pesquisadores descobriram que a preferência por bebidas amargas era relacionada à genética. Mas, na verdade, não se resumia ao gosto das bebidas. Fatores genéticos que alteram a resposta de uma pessoa à cafeína ou ao álcool provavelmente levam a alguém a ver a bebida como um tratamento. Assim, elas não procuram a bebida por conta do seu sabor. É a resposta positiva às propriedades psicoativas de bebidas amargas como cerveja e café – como se sentir energizado – que as fazem continuar beber.

“Elas têm um efeito estimulante”, disse Marilyn Cornelis, professor assistente no departamento de medicina preventiva, à Bicycling. “Você pode não gostar do sabor do café, mas pode gostar do jeito que faz você se sentir.”

Normalmente, as pessoas tendem a evitar coisas amargas. No entanto, quando se trata de bebidas amargas a maneira como elas nos afetam entra em ação. Por exemplo, as pessoas que metabolizam a cafeína rapidamente são mais propensas a consumir mais café. E isso não é necessariamente porque gostam do sabor da bebida, mas porque querem manter a agitação da cafeína.

Eles também descobriram que as pessoas com uma variante no gene FTO – relacionada a um risco menor de obesidade – preferiam bebidas adoçadas. Bebidas adoçadas, como refrigerantes, são carregadas com açúcar e cafeína, mas sem o sabor amargo do café. No entanto, elas têm os mesmos efeitos psicoativos, o que significa que podem causar cerca agitação.

Portanto, é possível que pessoas com essa variante genética possam se viciar nos efeitos da cafeína mais cedo. Porém, mesmo tendo menores chances de obesidade, o consumo excessivo de bebidas adoçadas pode gerar ganho de peso e problemas de saúde.

Resumindo: enquanto você apreciar os efeitos psicoativos do seu café ou cerveja é melhor ir com calma, para não ultrapassar os limites.

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