Corrida pode prevenir câncer de mama, aponta estudo

Por Danielle Zickl, da Runner’s World US

Estudo descobriu que exercício ajuda na prevenção do câncer de mama
Foto: Shutterstock

Exercitar-se regularmente não apenas ajuda a melhorar a sua saúde mental e reduzir o estresse, mas também melhora a saúde física. A corrida, por exemplo, pode diminuir o risco de doenças como diabetes tipo 2, problemas cardíacos e até mesmo certos tipos de câncer, inclusive o câncer de mama

Mas quanto você precisa praticar para colher os benefícios da atividade? Se formos pensar no câncer de mama, a resposta pode ser menor do que você imagina. Pelo menos foi isso que sugeriu o estudo publicado na revista Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention.

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A pesquisa incluiu 400 mulheres sem câncer de mama com idades entre 50 e 74 anos. O objetivo era comparar o efeito de uma atividade aeróbica moderada (150 minutos por semana) ou intensa (300 minutos por semana) em algo chamado biomarcadores intermediários de câncer de mama. São substâncias no sangue ou na urina que indicam o risco do surgimento a enfermidade. Isso inclui a insulina, glicose, estrona (um hormônio sexual feminino), estradiol (uma forma de estrogênio) e HOMA-IR (que mede a resistência à insulina).

Durante todos os cinco dias da semana, por um ano, as participantes puderiam escolher qualquer tipo de atividade aeróbica que quisessem. As do grupo moderado exercitaram-se por 30 minutos/dia. Enquanto as do grupo intenso dobraram esse tempo. 

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Exercício e a prevenção do câncer de mama

Após um ano, os biomarcadores melhoraram no geral para ambos os grupos. Mas nenhum deles teve uma melhora significativa quando comparados entre si. Isso quer dizer que não importa a intensidade do exercício, ele ainda pode ajudar na prevenção do câncer de mama. Vale a pena notar que alguns biomarcadores – como estrogênio e insulina – permaneceram os mesmos porque já são baixos em mulheres na pós-menopausa.

“Se você tem resistência à insulina, inflamação, níveis de gordura corporal altos ou outros biomarcadores, corre um risco maior de desenvolver câncer de mama“, disse Christine Friedenreich, diretora científica do Alberta Health Service’s Department of Cancer Epidemiology and Prevention Research. “E sabemos que, se você é fisicamente ativo, tem menores riscos de desenvolver a doença.”

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Pesquisas anteriores descobriram que o exercício reduz a resistência à insulina (uma condição em que seu corpo tem problemas para absorver glicose, e pode causar a acumulação de açúcar no sangue), a inflamação e a gordura corporal. E isso é importante porque todos eles estão ligados à menor possibilidade de aparecimento do câncer.

O que isso quer dizer?

Então não há diferença entre os treinos mais curtos e longos? Não exatamente. 

As mulheres que realizavam 300 minutos de exercício por semana tiveram reduções muito maiores de gordura corporal do que aquelas que faziam menos tempo, segundo Christine. “Isso é importante pois muitos estudos demonstraram que o excesso de peso ou a obesidade aumentam o risco de câncer de mama na pós-menopausa”, complementa a pesquisadora. “Portanto, reduzir a gordura corporal – que é um marcador da obesidade – é um meio de prevenção do câncer de mama depois da menopausa”, disse ela.

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A questão, segundo Christine, é que, embora 150 minutos (2 horas e meia) de atividade aeróbica por semana já seja fantástico – e ajudará a reduzir o risco de câncer de mama – atingir a marca semanal de 300 minutos (5 horas) é ainda melhor. Portanto, continue fazendo seus longões, treinos rápidos e suas corridas diárias. Mesmo se forem apenas alguns quilômetros, eles já podem te ajudar.

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