Que prova fazer?

Saiba o que pesar na hora de escolher sua primeira maratona

Foto: mkrberlin/Shutterstock.com

Por Anita Moraes

Confesso que nunca achei que fosse correr uma maratona. Na verdade, tinha um pouco de medo da quilometragem e achava que pudesse me machucar, passar mal, que era loucura, e que as distâncias que sempre corria já me satisfaziam. Eu amo correr 21 km e acredito que essa é a minha melhor distância: não é o exagero da maratona e também não é tão rápido como provas de 10 km.  Nos 21km, você tem aquela sensação de cansaço, e de que não vai andar o domingo todo, mas também aquele desafio de que na próxima vou fazer mais rápido.

Até hoje, já corri umas 17 ou 18 meias maratonas e todas foram incríveis, com sensações diversas e muito desafio. A minha primeira meia foi a de Buenos Aires, em 2013, e ali me senti picada pelo famoso “mosquito da corrida”. Foi irado, curti cada quilômetro, o percurso, a organização da prova, o desafio e ainda tive a companhia da minha mãe. Ela curtiu mais do que eu, foi parceira demais, ficou na largada comigo, tirou fotos e estava lá no final curtindo minha primeira grande prova. Foi sensacional! Obrigada mãe!

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Quando corri minha primeira meia, eu já praticava o esporte há um ano e meio. A academia Cia Athletica tem um grupo de corrida muito motivador – e palco de grandes amizades – nos períodos da manhã e da noite e eu corro com eles às vezes, dependendo de quão quente começa a semana. Depois de todas estas meias corridas, decidi que queria fazer uma maratona para realizar o encontro com meu pai e com a Anita perdida. Mas não sabia onde realizaria este desafio. Fiquei na dúvida se em Nova Iorque, que é geralmente em novembro, ou Berlim em setembro.

Essas duas provas fazem parte das Majors Marathons – as maiores do mundo -, e em ambas você precisa participar da loteria, onde se inscreve e aguarda ser sorteado para garantir sua vaga.  Fiquei bastante na dúvida por qual começar e fui pesquisar altimetria, feedback de outros atletas, velocidade média de vento na prova, temperatura média para o período, custo do  pacote de viagem e, lógico, qual seria menos difícil. Feita toda essa pesquisa, optei por correr a Maratona de Berlim, que seria no final de setembro de 2015, início de outono na Europa  – temperatura ideal.

Berlim é uma cidade plana e onde geralmente batem-se os recordes mundiais em maratona – em 2014, o queniano Dennis Kimetto fez 2h02m57. E, baseada em todas essas características e condições favoráveis resolvi correr Berlim em 2015. Estava decidido, era ali que tudo aconteceria. Durante todo este período de procuras, pesquisas e bate-papos, acabei ganhando uma grande parceira para também fazer esta loucura – e para a vida toda. A Denise foi simplesmente sensacional em todos os momentos, e fizemos muita diferença uma para a outra durante os treinos e este grande dia. Nos próximos posts contarei mais sobre como foram os treinos e a periodização para a maratona. Até lá!

anitaA engenheira agrônoma Anita tem 29 anos, começou a correr em 2012 e já fez mais de 25 provas, dos 5 aos 42 km. Tem 22min01 nos 5 km, 45min59 nos 10 km, 1h43 nos 21 km e 3h58 nos 42 km, mas garante: “A corrida para mim não é apenas bater tempos. É uma relação espiritual”.

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