Ultrapaine 2019: emoção garantida

Por Fernanda Franco, da Runner's World Brasil

Utrapaine 2019
Foto: Wladimir Togumi

Unanimidade. Dez entre dez corredores que largaram na sexta edição Ultrapaine 2019 estavam lá com um objetivo principal: desfrutar de paisagens espetaculares enquanto corriam. Argentina, Japão, Inglaterra, Brasil, Costa Rica, China, Venezuela e Estados Unidos foram alguns dos 25 países representados por atletas na prova. Correr aos pés das famosas Torres del Paine, ao lado de lagos, na beira de picos nevados e atravessando riachos de degelo trouxe a todos exata sensação da imensidão do lugar e a certeza de que a escolha foi mais do que acertada.

20 lugares para você correr em São Paulo

Utrapaine 2019
Foto: Wladimir Togumi

A variedade de percursos (14 km, 35 km, 50 km e 80 km) e o bom tempo fez da prova um ótimo destino tanto para quem estava debutando no trail run quanto para quem quis desafiar seus próprios limites, partindo para distâncias mais longas, com altimetrias mais desafiadoras. “Eu costumo escalar montanhas e fazer trekking”, explica Inha Oldoni. “Mas acabamos juntando um grupo de amigas e viemos debutar nos 14 km. E estou muito feliz com a minha conquista”, reflete a curitibana, que veio incentivada pela amiga Oceni Fagundes, que completou os 50 km na oitava colocação feminina.

Utrapaine 2019
Foto: Wladimir Togumi

Já o japonês Takuya Wada que largou para os 50 km pela terceira vez, a Patagônia é sempre um destino que vale voltar, mesmo que para isso tenha que atravessar o pacífico todo. “Não tem nada comparado a fazer uma prova nas montanhas da Patagônia”, ele afirma.

5 dicas para correr mais rápido e quebrar o seu recorde

Até o sol brilhou na Ultrapaine 2019

Localizado no extremo sul do continente, o entorno do Parque Nacional Torres del Paine costuma ter tempo muito instável, sujeito a ventos fortes e chuvas, além da já tradicional temperatura fria da região, o que pode tornar a prova algo realmente extremo. Dessa vez, o vento soprou em outros lados, o sol apareceu boa parte do tempo, poucas gotas caíram apenas no início da tarde e o que se viu foram corredores mais do que realizados com suas escolhas.

Utrapaine 2019
Foto: Divulgação Organização

Com 25% de presença na prova, os brasileiros dominavam em presença as distâncias de 14 km e 35 km, mas também marcaram presença nos 50 km e no 80 km. Destaque para o gaúcho Lucas Diaz, de Porto Alegre, vencedor geral dos 35 km que, além de levar o título, retornou ao Brasil com a lembrança de ter cruzado um puma durante o trajeto “Nos olhamos no olho um do outro, mas ele ficou mais assustado que eu, e correu para o mato”, relembra o jovem, que debutou na Ultrapaine 2019.

Utrapaine 2019
Foto: Wladimir Togumi

Para a paulista Juliana Maciels, que faturou o 2º lugar feminino nessa distância, a prova tem seu grau de dificuldade com subidas duras, mas nada comparado a ter que atravessar os pequenos riachos de degelo pelo caminho “Muito, mas muito frio. Meu pé quase ficou lá”, afirmou, “brasileiro não está acostumado com isso”. Apesar de correr nas serras do sul de Minas, ela sentiu bastante a temperatura da região. Já o carioca de Friburgo, Ricardo Farias de Souza,, único brasileiro entre os 27 que largaram a terminar o percurso dos 80 km, o importante era justamente terminar a prova, e depois curtir a conquista com uma boa cerveja local. E ele conseguiu.

Foto: Wladimir Togumi

Dura, mas democrática

O fato é que não importa se você é veterano ou iniciante no esporte, a Ultrapaine 2019 abraça todos os perfis de corredores – mas sempre faz seus participantes lembrarem que estão correndo numa região montanhosa e inóspita no extremo sul do planeta. Mas diferentemente de outras provas mais técnicas da região, é muito improvável que ela deixe de acontecer por conta do clima. Além disso, ela é perfeita para unir com turismo, junto da família.

Ciclismo de estrada tem novo campeão mundial: Mads Pedersen

Utrapaine 2019
Foto: Wladimir Togumi

Foi comum ver grupos de amigos, colegas de assessoria, casais e famílias que se programaram para fazer a prova – e a organização oferece serviço pago para os familiares acompanharem a as diferentes largadas. E, para o pós-prova de quem ainda tiver perna, há várias opções de tours e passeios de barco que partem de Puerto Natales, cidade pequena, acolhedora e base da prova, os trekkings no próprio Parque Nacional Torres del Paine, a cidade de Calafate, onde fica o glaciar Perito Morne… Enfim, um belo combo “corrida+turismo”.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here