Testamos: Puma Speed 600 Ignite 2

Modelo tem cabedal estruturado e antepé com boa reserva de espaço para os dedos

Foto: divulgação.

Por Andrea Estevam

Usei o Puma Speed 600 Ignite 2 para treinos intervalados em esteira e para ritmados no asfalto. Acho que a melhor palavra pra defini-lo é “meio-termo” – e digo isso como um elogio!

Seu solado oferece amortecimento e conforto, mas não é nem dos mais macios nem dos mais responsivos – e acredito que essa é exatamente a proposta do modelo, já que a palmilha mostra um gráfico de nível de amortecimento em que o Speed está exatamente no meio. Sou uma corredora leve e confiaria no Ignite também para treinos mais longos, mas talvez corredoras mais pesadas ou acostumadas com mais amortecimento sintam falta de um pouco mais de espuma embaixo dos pés para corridas acima de 90 minutos.

Foto: divulgação.

O cabedal é bem fofinho e estruturado, principalmente no calcanhar. O tênis parece ter almofadinhas laterais nessa região, o que é gostoso. O antepé reserva bastante espaço aos dedos – um cuidado reservado ao modelo feminino –, mas senti a modelagem um pouco larga na parte central do pé (precisei caprichar na amarração nessa região para o pé ficar bem firme, já que meu pé é meio magrinho).

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Usei o tênis em dias frios e o conforto térmico foi ótimo. Mas suspeito que ele possa ser um pouco quente quando a temperatura sobe, justamente pelo fato de ter um cabedal mais grossinho e acolchoado em algumas partes.

O Puma Speed 600 Ignite 2 não economiza nos materiais que garantem conforto, por isso não é dos tênis mais leves. Eu não faria uma prova com ele, mas certamente continuarei usando para os treinos do dia a dia. O modelo tem drop de 8 mm e custa R$ 699,90.

Foto: divulgação.
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